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Home Naval

US Navy vai descomissionar nove LCS da Classe Freedom

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
30/03/2022 - 09:26
em Naval
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Os nove navios da classe Freedom atualmente em serviço da Marinha, o mais novo comissionado em 2020, serão descomissionados como parte da proposta de orçamento do Departamento de Defesa para o ano fiscal de 2023.

Os LCS USS Fort Worth (LCS-3), USS Milwaukee (LCS-5), USS Detroit (LCS-7), USS Little Rock (LCS-9), USS Sioux City (LCS-11), USS Wichita (LCS-13), USS Billings (LCS-15) e USS St. Louis (LCS-19), fazem parte dos 24 navios que foram disponibilizados para descomissionamento no ano fiscal de 2023, gerando uma economia estimada em US$ 3,6 bilhões.

No último plano da Marinha para o programa Littoral Combat Ship, os navios da classe Freedom foram escolhidos para assumir o papel de guerra antissubmarino com o pacote de missão LCS ASW. O componente chave era um sonar ativo de baixa frequência de profundidade variável rebocado que a Marinha não possui na sua frota. A promessa por trás do VDS era dar à Marinha mais ferramentas para detectar os submarinos russos mais sofisticados que entraram em serviço nos últimos anos.

Nos primeiros testes, o VDS Raytheon AN/SQS-62 sofreu problemas de estabilidade e de reboque com a classe Freedom, disseram vários oficiais da Marinha ao USNI News. Como resultado do fraco desempenho, a Marinha anunciou que havia encerrado o módulo de missão ASW.

Sem os módulos de missão e os custos inesperados para o reparo de um equipamento de combinação complexo para os navios da classe Freedom, oficiais da Marinha disseram que não valia a pena manter os navios em operação.

“Ao olharmos para o LCS, identificamos que existem custos reais, especialmente para a classe Freedom poder fazer alguns dos reparos necessários, pois medimos isso em relação ao que é o melhor contribuição para as capacidades de que precisamos”, disse Meredith Berger, que está desempenhando as funções de subsecretária da Marinha.

No mesmo briefing, o chefe de orçamento da Marinha, o contra-almirante John Gumbleton, disse que a missão ASW seria uma parte importante do novo programa de fragatas da classe Constellation (FFG-62).

A Marinha planejava colocar o sonar VDS da Raytheon nas novas Fragatas, mas o serviço agora pretende usar o CAPTAS-4 da Thales, que é amplamente utilizado pelas Fragatas ASW, como as Type 23 e Type 26 da Royal Navy, as FREMM e FDI da Marinha Francesa, as FREMM italianas, as F110 espanholas e as Type 23 chilenas.

A Marinha pretende pegar os seis navios restantes da classe Freedom, que estão em construção, e equipá-los com um pacote de missão para a guerra de superfície para executar missões nos Comandos Central e Sul dos EUA.

FONTE: USNI

Tags: Classe FreedomLittoral Combat Ship -LCSLockheed MartinUS Navy
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Comentários 11

  1. Juarez Martinez de Castro says:
    4 anos atrás

    O problema destes navios está centrado na propulsão que é complexa, cara de manter e operar.
    Arranca tudo, converter para CODAD, coloca um sonar de casco e dois lançadores de torpedos em cada bordo assim como os Franceses estão fazendo vem três Lafayetes e temos .combatente de superfície razoável.

    Responder
    • Rommel Santos says:
      4 anos atrás

      Exatamente, caro JUAREZ. Entendo que esta é uma boa solução para a pratulha naval brasileira!

      Responder
  2. FERNANDO VIDAL says:
    4 anos atrás

    O Brasil atualmente mal tem os recursos necessários para levar adiante o seu programa para construção das suas 4 corvetas Tamandaré. Se houvesse a compra de oportunidade deveria se buscar uma classe de maior porte e multifuncionalidades como os contratorpedeiros da classe Cassard francesa ou Durand de la Penne italianas que estão sendo descomissionadas.

    Responder
  3. Dodô says:
    4 anos atrás

    Esse classe freedom está para os EUA o que a classe Inhauma está para o Brasil kkkk

    Responder
    • _RR_ says:
      4 anos atrás

      Dodo…

      A classe Inhaúma terminou como vemos devido a outros fatos… Esses navios foram virtualmente sacrificados na década retrasada cobrindo o Modfrag das fragatas da classe Niterói; elevados a um nível de desgaste tal logo ao ponto em que se tornou economicamente inviável mante-las. E eram corvetas de fato, destinadas a operações de combate em águas territoriais…

      Essa classe americana, por outro lado, nasceu com um outro propósito em mente: levar a bandeira americana em situações nas quais não era necessária a presença de um pesado contra-torpedeiro. Pirataria, missões de paz (como a UNIFIL)… pra isso foi pensada. Ocorre que o cenário que se descortinava no inicio da década passada mudou drasticamente, e o navio meio que perdeu o propósito… Muito provavelmente, o que não terminar em outras marinhas amigas, vai acabar servindo com a quarta frota (Caribe até América do Sul) ou quaisquer águas não disputadas.

      Responder
  4. Gilberto Rezende says:
    4 anos atrás

    Mais um sinal CLARO da decadência da tecnologia militar Americana e crescente ineficácia corporativa…
    A Rayteon FALHA em projetar um sonar ativo rebocado e uma classe de navios moderna vai para a guilhotina para ser descomissionada por não se encaixar em nenhuma missão militar EFICAZ…
    E para achar os malditos e silenciosos submarinos Russos a US Navy vai comprar sonares rebocados da FRANCESA Thales…

    A coisa vai ficando cada vez mais tenebrosa e podre no Reino da Dinamarca…

    Responder
    • HMS TIRELESS says:
      4 anos atrás

      Como dito anteriormente, cada vez mais você está em uma espiral de delírio e negação da realidade meu caro Giba, e tudo isso por seu apego ferrenho à uma ideologia fracassada e falida……

      E falando em fracassos, que tal discorrermos sobre o Su-57 e o J-15, dois autênticos patos mancos?

      Responder
  5. Marcelo says:
    4 anos atrás

    Vamos deixar bem claro….
    Que esses navios são TOTALMENTE INADEQUADOS para a Marinha do Brasil, por razões que estão sendo muito bem esclarecidas pela mídia….
    Como resumo…
    São um fracasso total na US NAVY…

    Responder
    • Enzo Magno Donato Vernille says:
      4 anos atrás

      Ainda vai ter gente pedindo pra comprar
      Aí depois reclama que a MB só compra “Sucata”

      Responder
  6. Caio says:
    4 anos atrás

    Será que ficaria muito caro o Brasil pegar essas navios e adapta-los para a guerra de superfície,como os próprio EUA planejam fazer com os lotes restantes?

    Responder
    • André says:
      4 anos atrás

      Pelo que se percebe não foi feita uma oferta desses navios para o mercado ainda, o que indica que eles devem ir para a reserva. Descomissionar não quer dizer se livrar. É por isso que quando muitos leem esse tipo de notícia já pensam logo em uma possível aquisição pelo Brasil desses meios sem levar em consideração o enunciado: descomissionar não é sinônimo de se livrar, podendo ser uma baixa temporária ou reserva estratégica (no sentido de colocá-los em operação dependendo da circunstância que a crise exigir).
      Em relação a uma aquisição de oportunidade, a Marinha não tem intenção de fazer isso já que precisa concentrar recursos para a construção e operação das fragatas Tamandaré, ou seja, a prioridade em relação a missão de controle oceânico (que é a segunda Tarefa do Poder Naval Brasileiro) da Marinha do Brasil são as Tamandaré. Ainda mais se o projeto exigir uma atualização ainda no primeiro ano de operação dos navios como aconteceu com o radar das Niteróis (“ModFrag”). Lembrando que é necessário pensar em um segundo lote desses navios a médio prazo. Respondendo sua pergunta: se não é bom para os Estados Unidos não podemos esperar melhor sorte para nós.

      Responder

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