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Home Geopolítica

Ataque em Kunduz foi um erro cometido dentro da cadeia de comando dos EUA, diz general

Luiz Padilha por Luiz Padilha
06/10/2015 - 19:04
em Geopolítica
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gal campbell

Por Yeganeh Torbati e Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) – O ataque aéreo que atingiu um hospital na cidade afegã de Kunduz foi um erro cometido dentro da linha de comando dos Estados Unidos, disse o comandante norte-americano das forças internacionais no Afeganistão nesta terça-feira.

O general do Exército John Campbell também deixou claro que defende uma reavaliação de um plano para retirar quase todas as tropas norte-americanas até o final do próximo ano. Ele disse que ameaças crescentes no Afeganistão vindas do Estado Islâmico e da al Qaeda estavam entre os fatores colocados em suas recomendações à Casa Branca sobre o nível futuro de tropas.

No sábado, um hospital afegão gerenciado pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi atingido por um ataque aéreo que matou 22 pessoas. Autoridades do MSF pediram uma investigação independente sobre o incidente, que classificaram como um “crime de guerra”.

Campbell disse que as forças norte-americanas responderam a um pedido do Afeganistão e providenciaram suporte aéreo para as forças afegãs que estavam em conflito com militantes do Taliban em Kunduz, capital da província que foi capturada no mês passado pelo Taliban.

“Para ser claro, a decisão de fornecer fogo aéreo foi uma decisão norte-americana tomada dentro da cadeia de comando norte-americana”, disse Campbell em testemunho no Comitê de Serviços Armados do Senado. Ele acrescentou que forças especiais dos EUA nas proximidades estavam se comunicando com a aeronave que fez os disparos. “Um hospital foi atingido por engano. Nunca iríamos atingir intencionalmente um local médico protegido.”

Os comentários de Campbell foram o reconhecimento mais direto já feito pelo governo dos EUA de que o ataque ao hospital foi realizado por forças norte-americanas. Em um comunicado na segunda-feira, Campbell disse apenas que as forças dos EUA tinham respondido a um pedido de apoio das forças afegãs.

O presidente norte-americano, Barack Obama, espera que medidas sejam tomadas para evitar que tal incidente se repita, afirmou o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest nesta terça-feira.

Campbell disse que direcionou forças sob seu comando para iniciar um treinamento para revisar autoridades operacionais e regras para prevenir incidentes futuros como o de Kunduz.

Tags: Kunduz
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Comentários 16

  1. Samuca says:
    7 anos atrás

    Em casos como esse, sempre é interessante ver o comportamento da cobertura da mídia ocidental. Mas, imagine só o carnaval midiático que estariam fazendo a imprensa americana e europeia, caso este ataque – crime de guerra é a definição mais apropriada… – tivesse sido perpetrado pelos russos, por exemplo!
    E ainda há gente que cita que entre as qualidades que a mídia deva ter, a imparcialidade seja uma delas. Pra crer que uma cobertura de mídia deva ser imparcial como condição para sua excelência, só mesmo sendo muito ingênuo/idealista ou dotado de uma cara-de-pau indescritível, pois é justamente fazendo uso desta cara-de-pau que o sujeito, ao apregoar isenção como uma das virtudes da imprensa, na verdade, intentaria usar a mídia como instrumento para trabalhar para sua causa, a fim de conquistar corações e mentes dos ingênuos/idealistas.

    Responder
  2. Gilberto Rezende - Rio Grande/ says:
    7 anos atrás

    A mesma estória de cobertura de SEMPRE, erramos, não sabíamos e não vamos mais fazer isto…

    Até a PRÓXIMA…

    Responder
  3. Johan says:
    11 anos atrás

    Lemes, respeito sua opnião, mas veja o que a própria mídia dos EUA está informando. Só para exclarecimento saiu no NY Times que eles não seguiram as regras de conduta. Atacar hospital, navio hospital ou algo parecido é crime de gerra. Isto é coisa de quem já está perdendo (se é que já não perderam) o controle da situação!

    Responder
  4. Johan says:
    7 anos atrás

    Lemes, respeito sua opnião, mas veja o que a própria mídia dos EUA está informando. Só para exclarecimento saiu no NY Times que eles não seguiram as regras de conduta. Atacar hospital, navio hospital ou algo parecido é crime de gerra. Isto é coisa de quem já está perdendo (se é que já não perderam) o controle da situação!

    Responder
  5. Samuca says:
    11 anos atrás

    Em casos como esse, sempre é interessante ver o comportamento da cobertura da mídia ocidental. Mas, imagine só o carnaval midiático que estariam fazendo a imprensa americana e europeia, caso este ataque – crime de guerra é a definição mais apropriada… – tivesse sido perpetrado pelos russos, por exemplo!
    E ainda há gente que cita que entre as qualidades que a mídia deva ter, a imparcialidade seja uma delas. Pra crer que uma cobertura de mídia deva ser imparcial como condição para sua excelência, só mesmo sendo muito ingênuo/idealista ou dotado de uma cara-de-pau indescritível, pois é justamente fazendo uso desta cara-de-pau que o sujeito, ao apregoar isenção como uma das virtudes da imprensa, na verdade, intentaria usar a mídia como instrumento para trabalhar para sua causa, a fim de conquistar corações e mentes dos ingênuos/idealistas.

    Responder
  6. Lemes says:
    11 anos atrás

    Combates de rua no meio de uma cidade conflagrada, o mais mortal e caótico que existe e vocês acham que não acontecem incidentes de fogo amigo? É muito fácil falar mal no conforto do teclado. O soldado no meio de um combate de vida ou morte, tem que tomar decisões de vida ou morte em questões de segundos, muitas vezes ele vai tomar a decisão errada. Infelizmente faz parte da guerra, principalmente numa região e contra um bando de assassinos sanguinarios como os Talibãs que não se sentem constrangidos em utilizar civis como escudos contra seus inimigos.

    Responder
  7. Gilberto Rezende - Rio Grande/RS says:
    11 anos atrás

    A mesma estória de cobertura de SEMPRE, erramos, não sabíamos e não vamos mais fazer isto…

    Até a PRÓXIMA…

    Responder
  8. Johan says:
    11 anos atrás

    Faça o que falo, mas não faça o que eu faço. Queria ver se fosse outro país ter cometido este absurdo como não estaria repercutindo internacionalmente com até pedidos de sanções econômicas e o caramba a quatro!

    Responder
  9. Lemes says:
    7 anos atrás

    Combates de rua no meio de uma cidade conflagrada, o mais mortal e caótico que existe e vocês acham que não acontecem incidentes de fogo amigo? É muito fácil falar mal no conforto do teclado. O soldado no meio de um combate de vida ou morte, tem que tomar decisões de vida ou morte em questões de segundos, muitas vezes ele vai tomar a decisão errada. Infelizmente faz parte da guerra, principalmente numa região e contra um bando de assassinos sanguinarios como os Talibãs que não se sentem constrangidos em utilizar civis como escudos contra seus inimigos.

    Responder
  10. Johan says:
    7 anos atrás

    Faça o que falo, mas não faça o que eu faço. Queria ver se fosse outro país ter cometido este absurdo como não estaria repercutindo internacionalmente com até pedidos de sanções econômicas e o caramba a quatro!

    Responder
  11. Felipe de F. says:
    11 anos atrás

    Falta de seriedade?
    Poxa, fiquei decepcionado com a reprodução da notícia manter a linha tendenciosa, colocaram aspas no crime de guerra só pra suavizar com os US, logo aqui no DAN que sempre me pareceu um veículo correto…
    As ações deles na região não são, de todo, condenáveis. Mas um incidente como esse que CLARAMENTE INFRINGE TUDO O QUE FOI ACORDADO NO TRATADO DE GENEBRA, deve ser julgado como o crime de guerra que é. Nesse âmbito cabe a eles dar o exemplo arcando com a responsabilidade pelo erro e aceitando ir à julgamento pelo mesmo, afinal de contas quando (sim, “quando”, não “se”) a Russia, China, Índia, ou outra potência militar não ocidental cometer um crime de guerra, entenderão a seriedade de suas ações e não fugirão da responsabilidade, o que evitará qualquer reincidência.
    Francamente, lamentável, tanto o incidente quanto a conduta dos EUA e dos veiculadores de informação sobre ele.
    Saudações, e conservo o respeito assim como a admiração pelo DAN, que seja essa uma crítica construtiva a instigar um ponto de vista mais sólido da edição, e não uma ofensa.

    Responder
  12. Felipe de F. says:
    7 anos atrás

    Falta de seriedade?
    Poxa, fiquei decepcionado com a reprodução da notícia manter a linha tendenciosa, colocaram aspas no crime de guerra só pra suavizar com os US, logo aqui no DAN que sempre me pareceu um veículo correto…
    As ações deles na região não são, de todo, condenáveis. Mas um incidente como esse que CLARAMENTE INFRINGE TUDO O QUE FOI ACORDADO NO TRATADO DE GENEBRA, deve ser julgado como o crime de guerra que é. Nesse âmbito cabe a eles dar o exemplo arcando com a responsabilidade pelo erro e aceitando ir à julgamento pelo mesmo, afinal de contas quando (sim, “quando”, não “se”) a Russia, China, Índia, ou outra potência militar não ocidental cometer um crime de guerra, entenderão a seriedade de suas ações e não fugirão da responsabilidade, o que evitará qualquer reincidência.
    Francamente, lamentável, tanto o incidente quanto a conduta dos EUA e dos veiculadores de informação sobre ele.
    Saudações, e conservo o respeito assim como a admiração pelo DAN, que seja essa uma crítica construtiva a instigar um ponto de vista mais sólido da edição, e não uma ofensa.

    Responder
  13. Gabriel says:
    11 anos atrás

    Foi é falta de seriedade e competência isso sim!
    Não são poucas as vezes que os yankes erram desta forma…

    Responder
    • Edson says:
      11 anos atrás

      Erram??? . . . . ah tá . . . . .

      Responder
  14. Gabriel says:
    7 anos atrás

    Foi é falta de seriedade e competência isso sim!
    Não são poucas as vezes que os yankes erram desta forma…

    Responder
    • Edson says:
      7 anos atrás

      Erram??? . . . . ah tá . . . . .

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