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Home Geopolítica

Rússia desiste dos porta-helicópteros franceses Mistral

Luiz Padilha por Luiz Padilha
27/05/2015 - 07:20
em Geopolítica
29
© AFP 2015/ JEAN-SEBASTIEN EVRARD

© AFP 2015/ JEAN-SEBASTIEN EVRARD

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© AFP 2015/ JEAN-SEBASTIEN EVRARD
© AFP 2015/ JEAN-SEBASTIEN EVRARD

Moscou finalmente desistiu do ficar com os porta-helicópteros franceses da classe Mistral. Rússia e França agora estão discutindo somente o valor que Paris deve reembolsar o governo russo pelo não cumprimento do contrato.

O vice- presidente do Complexo Industrial Militar russo, Oleg Buchkaryov, afirmou nesta terça-feira (26) que a conversa  mudou, passando a ser, “dê o nosso dinheiro de volta… Estamos discutindo apenas uma coisa: a soma exata que a França deve à Rússia”.

Moscou e Paris assinaram um acordo de US$ 1,3 bilhões para dois porta-helicópteros da classe Mistral em 2011. A entrega do primeiro navio a Rússia estava prevista para novembro de 2014, mas nunca aconteceu. O presidente francês, François Hollande, colocou a entrega em espera devido a alegada interferência russa na crise ucraniana. O Kremlin negou veementemente as acusações e exortou Paris a cumprir as suas obrigações contratuais.

Nesta terça-feira, Oleg Bochkaryov disse aos jornalistas que a Rússia tenciona construir seus próprios porta-helicópteros para substituir os não entregues pela França. “Nós temos esses tipos de navios planejados… mas vamos construir na Rússia.

FONTE: Sputniknews

Tags: BPC VladvostokMistralSebastopol
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Comentários 29

  1. André Luis says:
    11 anos atrás

    Aquisição deses navios pela MB elevaria o Poder Naval brasileiro a outro patamar………….

    Responder
  2. Terra Brasilis says:
    11 anos atrás

    Capitalista não querendo ganhar dinheiro com a venda de equipamentos militares? “Socialistas” querendo gastar ” dinheiro” de qualquer maneira…Só mesmo rindo da falta de coerência daqueles que acham, e defendem de unhas e dentes, estas elocubrações do grande urso do oriente…
    Sds DAN.

    Responder
  3. Dilson Queiroz says:
    11 anos atrás

    (kkkkkkk…) pobres russos….caíram no conto de vigário!! (kkkkk….) ponho duvida no ressarcimento do ” tutú” deles….Hollande “comeu”….(kkk…)….

    Responder
  4. Gilberto Rezende - Rio Grande/RS says:
    11 anos atrás

    O triste para os franceses é a hipocrisia explícita do governo francês de não entregar os dois Mistrais vendidos e pagos pelos russos sob o argumento de que a Rússia atacou a “democrática Ucrânia” quando a foi a França e seus aliados que derrubaram um governo pró-russo democraticamente eleito e ajudou a instalar uma ditadura neo-nazi que dissolveu o congresso ucraniano. Além do MICO francês de suportar um pesado prejuízo para manter as sanções contra a Rússia enquanto os EUA continua comprando motores foguetes russos para seu programa espacial, a França se mostra uma República de Hipócritas que exporta sem o menor constrangimento Rafales, Freems e todo tipo de material militar para o regime ditatorial militar do Egito… Dois pesos e duas medidas…

    Responder
    • Deagol says:
      11 anos atrás

      Mais estranho são orgulhosos russos continuarem vendendo motores de foguetes.

      E a Rússia, é confiável?
      Não está apoiando e incentivando o separatismo de outras províncias ucranianas?
      Não está incentivando uma guerra civil?
      E ainda não está negando tudo com mentiras?

      A Rússia não está fazendo o jogo dos interesses dela por baixo dos panos?

      Responder
      • Deagol says:
        11 anos atrás

        É que as mesmas pessoas dizendo que os pró-ocidente na Ucrânia são apenas uma “minoria neonazista” são as que dizem que os inconformados no Brasil são apenas uma “minoria da elite”. E todos nós sabemos que não é verdade.

        Por isso não da para confiar.

        Responder
      • Edilson says:
        11 anos atrás

        O sonho da Rússia era tornar-se o fornecedor de energia para o desenvolvimento da Europa, em relacionamento comercial do tipo ganha-ganha. O grande problema dessa teoria é que o Tio Sam foi excluído da equação. Uma Europa sem ameaças asiáticas e com autonomia energética não estava nos planos.

        A partir daí todo mundo já conhece: Victoria Nuland distribuiu pacotes de biscoito na praça Maidan, junto com alguns bilhões de dólares para fomentar um golpe de estado contra um presidente democraticamente eleito.

        Diante do medo gerado pela carnificina neonazista contra os falantes russos, a Criméia apresentou-se como alvo de oportunidade, rapidamente aproveitado pelo Putin.

        A Rússia estava começando a se reerguer. Um conflito nas suas fronteiras era tudo o que menos queria. Se eles tivessem a intenção de ocupar a Ucrânia, Mariupol já teria caído. Da mesma forma que Odessa e boa parte do acesso ucraniano ao Mar Negro. Não foram poucas as tentativas de atrair a Russia para um conflito aberto. E ainda tem a mal explicada história do MH17.

        Ambiente de guerra (feita por mercenários) favorece os interesses estratégicos dos EUA. Clima de cooperação e desenvolvimento de negócios favorece a Rússia e, também, a China.

        Por fim, diante da intransigência européia em aceitar o gasoduto ramo sul a Rússia firmou acordo energético com a Turquia, cravando outro prego na Aliança Atlântica. Sem contar que a pressão dos EUA levou à união da Russia e China, que perceberem o risco existencial sobre suas cabeças.

        Enfim, aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

        Responder
        • _RR_ says:
          11 anos atrás

          Edilson…

          Uma Europa com autonomia energética…? Não creio que uma dependência da Rússia poderia ser alguma forma de “autonomia” para os países do oeste europeu…

          O presidente democraticamente eleito da Ucrânia perdeu toda a sua governabilidade ( e mesmo sua legitimidade ) diante de sua gerência corrupta. Ademais, independente de tudo o que houve, o mesmo terminou retirado de seus poderes pelos próprios parlamentares ucranianos, com novas eleições sendo convocadas.

          “Não foram poucas as tentativas de atrair a Rússia para um conflito aberto…” Quisessem mesmo ter feito isso, poderiam ter continuado o conflito com os rebeldes ou revidado na Crimeia… Pelo contrário, um conflito aberto em nada interessa a Ucrânia, principalmente porque está claro que não haveria qualquer envolvimento direto de forças ocidentais…

          Não tenho duvidas de que o exército russo conquistaria Kiev, se desejasse. Mas também não tenho duvidas de que sangraria pelo caminho…

          A China tem apenas uma agenda: a dela própria… E isso inclui os bilhões exportados para EUA e Europa… Não creio que os chineses estariam verdadeiramente dispostos a tomar partido de tudo o que Putin decida. Aliás, o atual posicionamento chines de “não chove nem molha” com relação a crise ucraniana demonstra isso…

          Responder
          • Edilson says:
            11 anos atrás

            _RR_

            Qualquer País que não possua autonomia energética vai depender dos humores do fornecedor. Pra isso existem contratos. A não ser que possua um grande porrete, como é o caso dos EUA. O gás russo fluiria muito mais fácil para a Europa que para a China ou Turquia. Os caminhos alternativos surgiram somente depois das barreiras impostas.

            Não há controvérsias quanto à podridão do governo ucraniano deposto. Mas, aparentemente, a perda de governabilidade surgiu após os snipers começarem alvejar os manifestantes em Maidan. Além disso, não são raros os casos de deputados que foram torturados e mortos por discordarem da situação política.

            Concordo plenamente com você que a entrada direta da Rússia no conflito teria resultado desastroso. Quando os blindados foram para a fronteira eu realmente imaginei que eles iriam responder ao fogo. Pra sorte deles e, talvez, do resto do mundo, isso não aconteceu.

            Também concordo que a China segue sua própria agenda. O erro do ocidente, no meu entendimento, foi deixar transparecer que, caindo a Rússia, a China seria o próximo alvo (o tal pivô para o Pacífico) tão decantado pelo Obama.

            Responder
    • HMS_TIRELESS says:
      11 anos atrás

      Giba, as vendas de motores de foguetes russos para os EUA contemplam lançamentos de cargas civis. Os lançamentos militares são feitos com foguetes equipados com propulsores fabricados nos EUA. Favor não confundir alhos com bugalhos sim!?

      Quanto ao Egito, A irmandade muçulmana foi removida do poder pelo exército com amplo apoio da população, descontente com o fato da agremiação estar destruindo as bases da laicidade do Estado Egípcio objetivando implantar uma República Islâmica. E as eleições posteriormente realizadas afastaram qualquer possibilidade do regime ser caracterizado como uma ditadura.

      Responder
  5. filipe says:
    11 anos atrás

    Mas se a china comprar , a India também vai querer comprar, E assim podem vender os 4 navios que estariam destinados aos Russos, India e China , duas super-potências em ascensão, estariam na poll position para esse negocio de oportunidade, e a nos , somente podemos esperar por um milagre, talvez o ainda peguemos o siroco, mas o mistral é dificil, têm também a Africa do Sul , eles também poderão ser clientes de um desses navios.

    Responder
  6. Edilson says:
    11 anos atrás

    A Rússia deu um cheque-mate na França. Apreendeu tudo que precisava sobre estrutura e projeto do Mistral e ainda vai financiar a construção dos seus próprios navios de assalto anfíbio com o dinheiro da multa contratual.

    Pra piorar, os navios terão pouca utilidade para a França ou outro membro da OTAN e não poderão ser vendidos para terceiros porque contém equipamentos russos.

    Esse é o preço a ser pago pelos gauleses terem vértebra de gelatina.

    Responder
    • Edilson says:
      11 anos atrás

      Xeque-mate

      Responder
  7. Edmilson F. says:
    11 anos atrás

    Bom, para quem for comprar os belos navios tb vai ter q desembolsar mais para adaptalos a sua realidade, uma reforma e tanto, e a china adquirir eles?? Huumm, com a tensao que esta e pode aumentar pelo mar da china tb acredito que seria dificil, seraa que a se reforma dele ficar entre are 100 milhoes de euros nao é mais valido o chile, portugal ficarem com eles??!! Reforma para armamentos ocidentais, sensores ocidentais, centro de comando, alojamentos….., curiosos pra saber quem serao os interessados

    Responder
  8. mauricio matos says:
    11 anos atrás

    Será que os franceses não aceitaria uma proposta da nossa Mb para adquirir um Mistral desses um financiamento em 50 anos eles estão doidos para livrar desse abacaxi que eles arranjaram.

    Responder
  9. Valter Sales says:
    11 anos atrás

    A China vai levar para casa essas duas belezuras

    Responder
    • Daniel says:
      11 anos atrás

      Parece que esse é o caminho que Russia e França encontraram para minimizar os prejuízos das decisões politicas francesas que só beneficiaram a America, sem precisar voltar atras e dar o braço a torcer.
      Assim todos ganham. Os Chineses ficam com os navios e dividem a tecnologia de construção com os Russos, e os Franceses pagam a multa com o dinheiro Chinês e talvez até sobre algum lucro no final.

      Responder
  10. Topol says:
    11 anos atrás

    Nem estou acreditando…franceses não tem o mínimo de honra em suas decisões, aliás decisões por lá não são tomadas, são acatadas…

    Responder
    • _RR_ says:
      11 anos atrás

      Topol,

      E qual país, em sã consciência, venderia armas estratégicas para um potencial adversário…?

      A França não vai deixar de levar seus interesses primários adiante por causa de uma venda de armas… A honra está nos compromissos com seus aliados imediatos e com a causa de seu país, que é, ao menos de momento, contrária aos interesses russos. Era uma decisão difícil desde o princípio…

      Aliás, isso serve de aviso… Não há país sério que vá levar adiante qualquer venda de material bélico se isso ir de encontro a seus interesses… E se pisar no calo, tome embargo…

      Responder
  11. Augusto says:
    11 anos atrás

    1,3 bilhão de dólares por dois navios classe Mistral, enquanto se noticia que a reforma do São Paulo sairá por mais de 1 bilhão de dólares?

    Já passou da hora de a Marinha fazer o Opalão de arrecife artificial.

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      11 anos atrás

      Mas reforma do SP tinha estimativa de 1 bilhão de reais. Sei que andaram postando mudanças no câmbio (rsrsrsrsrsrs), mas o que se tem de real era que o valor é em REAL.

      Responder
  12. marujo says:
    11 anos atrás

    No momento que nossa força de superfície tem apenas cinco escoltas em condições operacionais, não há como embarcar numa aventura dessas, como o Mistral. Nossa prioridade deve ser uma só: novos escoltas compatíveis com nossa realidade orçamentária, construídos no exterior e sem transferência de tecnologia (para baratear). Fora os submarinos convencionais, tudo deve ser deixado para depois.

    Responder
  13. Rodrigo DS says:
    11 anos atrás

    Dá gosto de ver a “tal” independência dos equipamentos franceses, como alguns colegas gostam de falar….

    Responder
  14. Justin oliveira says:
    11 anos atrás

    Ficaria mais em conta comprar um Mistral novo do que gastar US$ 1 bi na reforma do A12 .

    Responder
  15. Fernando falcom says:
    11 anos atrás

    Sei que não custa sonhar podíamos juntar a nessecidade com a oportunidade e ficar com os dois pois a marinha Ta precisando urgente de meios anfíbios pois os nossos já eram.

    Responder
  16. Elden Degen says:
    11 anos atrás

    Se o Brasil pudesse e tivesse condições seria uma ótima compra de oportunidade.

    Responder
  17. Fernando says:
    11 anos atrás

    Não estava previsto a construcao de mais dois mistrais por parte da russia?Alguem sabe se esses navios vao ser realmente construidos?

    Responder
  18. filipe says:
    11 anos atrás

    A russia agora é capaz de construir algo melhor, Essa interacção serviu para a Russia modernizar os seus padrões de Desenho e concepção de maquinas para esses navios, Quem fala da Russia fala da china, Já Já vão aparecer Mistrais chineses e Russos navegando por esses mares a dentro, A Russia pode até não ficar com o navio, mas de certeza que teve acesso as plantas de construção naval e as modernas tecnologias envolvidas, De lembrar que a Russia não é tão atrasada assim, eles estão apenas a 10 anos de atraso, que serão facilmente recuperáveis, O Ocidente está mais avançado em produtos navais (destroyers, fragatas, corvetas, PortaHelicopeteros, Portaviões, Navios de Assalto Anfibio, Navios de Apoio Logistico), há alguma paridade nos submarinos, Mas há muita disparidade nos Misseis Anti-navios , ai a Russia é superior mesmo, Há paridade nos produtos de Defesa Aérea, e uma Supermacia Russa nos produtos de Defesa Anti-Aerea, Enfim essa nova Guerra Fria está apenas começando, Numa forma de revitalizar os complexos industriais militares da Russia , china e Ocidente.
    Quem viver verá.

    Responder
    • _RR_ says:
      11 anos atrás

      filipe,

      Tecnologia tem que ser primeiro assimilada antes de ser implementada… É um processo naturalmente lento, que demanda recursos materiais e humanos que os russos, de momento, simplesmente ainda não tem… E o fato dos russos terem fabricado algumas seções, não os habilita propriamente para a construção de um equivalente. Serão anos de desenvolvimento até que se chegue a algo razoável…

      Não há qualquer supremacia da Rússia com relação a sistemas SAM. Tanto russos quanto o Ocidente conduzem trabalhos absolutamente similares em quase todas as categorias. Em verdade, no que diz respeito a sistemas SHORAD, o Ocidente oferece opções que talvez sejam até mais interessantes…

      Responder

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