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Home Naval

Novas Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLIT) estrearam na Operação Atlas 2025

Luiz Padilha por Luiz Padilha
07/12/2025 - 10:13
em Naval
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Registro da nova lancha tática de 29 pés da Marinha do Brasil, gravada durante o treinamento da Operação Atlas 2025 na foz do Rio Itapemirim, em Marataízes – ES, uma das áreas onde estão ocorrendo as manobras anfíbias do exercício.

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) deu um grande salto na modernização de suas capacidades expedicionárias e litorâneas. O Comando do Material de Fuzileiros Navais (CMatFN) iniciou o recebimento dessas novas embarcações táticas, projetadas para ampliar o poder de projeção da Marinha sobre áreas costeiras e reforçar seu caráter de Força de Pronto-Emprego.

A embarcação produzida no Brasil com projeto do Corpo de Fuzileiros Navais, possui avançados recursos de comando e controle, com sistema de comunicação VHF fixo, antena GPS com sensor de rumo integrada à rede NMEA 2000, tela multifunção para navegação e monitoramento de sensores, AIS, carta de navegação eletrônica e consoles que permitem ao comandante manter alta consciência situacional.

Quando instalados, conta ainda com 3 rádios militares (2 VHF e 1 HF), ampliando o alcance das comunicações com a tropa embarcada, permitindo retransmissão VHF, enlace HF além da linha de visada e compatibilidade com rádios de nova geração da família E-LYNX.

Destaco a importância das Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLIT), para o Poder Naval. Elas aumentam significativamente a mobilidade, versatilidade e flexibilidade das operações, permitindo ao Corpo de Fuzileiros Navais contribuir para os Objetivos Nacionais de Defesa, conforme a Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa.

As EDLIT desempenham papel fundamental no incremento da segurança marítima das Águas Jurisdicionais Brasileiras. Elas protegem instalações navais e portuárias, asseguram a segurança do tráfego marítimo, e mantêm a defesa dos arquipélagos e ilhas oceânicas.

Além disso, essas embarcações ampliam a Consciência Situacional Marítima, reforçando a vigilância permanente e a presença naval em áreas estratégicas. Igualmente, reforçam a defesa da nossa Amazônia Azul, atuando através do trinômio monitoramento, controle, mobilidade e presença.

Em termos de manobra, a lancha emprega casco de alumínio naval com apropriada hidrodinâmica para navegação costeira, motorização de popa com desempenho para estado de mar 3, leme e controles responsivos, calado reduzido adequado a baixas profundidades e áreas restritas, além de elevada capacidade de aceleração e curvas rápidas nas fases de aproximação e retirada.

No apoio de fogo, é equipada com uma metralhadora pesada 12,7mm (.50) e duas metralhadoras médias 7,62 mm, garantindo poder de combate orgânico para proteção da força embarcada e negação de área.

Na área de inteligência e vigilância, dispõe de radar de superfície para detecção de alvos e obstáculos, câmera termal estabilizada para operação noturna ou em baixa visibilidade, e AIS para identificação de embarcações na área de operações.

Logisticamente, possui capacidade para cerca de 900 litros de gasolina, 100 litros de água potável e compartimentos para carga, o que assegura apoio básico à tropa e autonomia em missão.

Quanto à proteção, a lancha conta com blindagem nível III+ para munições 5,56 mm e 7,62 mm em cockpit, para-brisas, convés, reparos e motores, além de flutuabilidade positiva garantida por espuma de poliuretano de célula fechada e material de salvatagem.

Alcança velocidade máxima de aproximadamente 40 nós com carga máxima, autonomia em torno de 200 milhas náuticas a 20 nós, e dispõe de rampa de desembarque na proa (abicagem), permitindo o rápido desembarque de tropas e material em áreas Litorâneo e ribeirinhas

No que tange à previsão de emprego, as Embarcações de Desembarque Litorâneo são empregadas em operações singulares, conjuntas, combinadas, interagências e multinacionais. Estão aptas a atuar em operações de Guerra Naval, incluindo Operações Anfíbias, Apoio Logístico Móvel, Operações Especiais, Defesa de Portos ou Áreas Marítimas Restritas, além de Operações de Informação, Psicológicas, e de Inteligência.

Em situações de emprego limitado da força, as EDLIT contribuem em ações de Garantia da Lei e da Ordem, patrulha naval, combate a delitos transfronteiriços e ambientais, cooperação com órgãos federais e em missões de paz de caráter naval. Adicionalmente, são empregadas em atividades benignas, tais como operações humanitárias, ações cívico sociais e cooperação com a Defesa Civil.

Em destaque as principais tarefas que as Embarcações de Desembarque Litorâneo desempenham:

• Desembarque de grupos de combate com capacidade para até 13 militares em praias e áreas ribeirinhas;
• Apoio à infiltração e exfiltração em Operações Especiais;
• Vigilância e reconhecimento da área costeira;
• Apoio ao movimento navio-terra e terra-terra;
• Apoio logístico em evacuação médica e transporte de cargas;
• Abordagem e engajamento de alvos costeiros ou marítimos em operações diversas.

Por fim, as EDLIT representam uma plataforma indispensável para a projeção do poder naval brasileiro, aumentando a prontidão, o alcance e a capacidade operacional do Corpo de Fuzileiros Navais, assegurando a soberania nacional e a proteção dos interesses estratégicos do Brasil no mar.

FONTE: Zona de Manobra e Marinha do Brasil

FOTOS: Zona de Manobra

Assista o vídeo clicando aqui!

Tags: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN)Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLIT)oPERAÇÃO aTLAS 2025
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Comentários 3

  1. Caio says:
    6 meses atrás

    Umas 100 no mínimo pra ontem.

    Responder
  2. ANDRÉ says:
    6 meses atrás

    Faltou só citar que não é um projeto da Marinha e sim da empresa Modirum Gespi de São José dos Campos -SP

    Responder
  3. Gustavo Tavares says:
    6 meses atrás

    Uma ótima opção para uma nova versão de USV e uma versão com cabine protegida e blindada semelhante a CB-90.
    Parabéns MB /CFN!

    Responder

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